Reflexão da Palavra - 23.08.2026
Reflexão da Palavra
O Cristo nos chama para um encontro pessoal
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mateus 16,13-20)
Irmãos e irmãs, hoje, domingo, é dia do Senhor. Como não recordar também que, ao longo deste mês de agosto, celebramos, incentivamos e rezamos pelas vocações! Eu quero recordar todas as vocações faladas ao longo desses domingos do mês de agosto.
Rezamos pelas vocações matrimoniais, familiares, religiosas, sacerdotais, também rezamos por aqueles que preparam o seu coração para Deus. É um mês muito especial! Dediquemo-nos a Deus, a rezar pelas vocações, a interceder por elas também. Tanto as vocações ministeriais quanto os serviços que podemos exercer na Igreja, que o Senhor motive nosso coração à oração, mas também à vivência da sua vocação.
O Cristo nos pede uma resposta vivida
A Palavra de Deus nos coloca diante de uma pergunta decisiva neste domingo: quem é Jesus para nós? Não uma resposta aprendida, não uma fórmula repetida, mas uma convicção que nasce de um encontro pessoal com Ele. Assim deve ser a nossa resposta a essa pergunta.
No Evangelho de São Mateus que escutamos, Jesus leva os discípulos à Cesareia de Filipe e, no silêncio daquele lugar, provoca uma escolha interior: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Ouvimos, então, a resposta de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Essa profissão de fé não nasce de um raciocínio humano, mas da revelação.
Deixar o Pai revelar Jesus
Como nos recorda o cardeal Raniero Cantalamessa, ele diz o seguinte: “A fé não é simplesmente dizer algo sobre Jesus, mas deixar que o Pai revele Jesus ao nosso coração”. Não se trata apenas de saber quem é Jesus. Mas de permitir que Deus mesmo nos abra os olhos para que possamos reconhecê-Lo. O Evangelho não termina na confissão de Pedro. Jesus lhe confia uma missão: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Isso mostra que a fé verdadeira não é apenas interior, mas se torna responsabilidade e serviço.
O encontro com Cristo transforma nossa vida
Quem reconhece Jesus como Cristo não pode permanecer igual. Torna-se parte de uma construção maior, onde Deus edifica a sua Igreja sobre a fragilidade, mas a transforma pela graça. Hoje, podemos dar nossa própria resposta. Não basta, irmãos e irmãs, repetir a fé dos outros. É preciso perguntar no silêncio do coração: “Quem é Jesus para mim?”. Que, neste dia, esta reflexão nos leve a uma fé mais viva, mais pessoal e mais comprometida, para que também nós possamos dizer com a vida: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

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